O QUE NÃO SABEMOS NÃO EXISTE.
"Quando Creonte lhe diz “tu és a única, em Tebas, a defender tais opiniões”, Antígona responde com grande lucidez:
"-TODOS OS QUE ME OUVEM OUSARIAM CONCORDAR COMIGO SE O MEDO NÃO LHES FECHASSE A BOCA."
Pensar sempre foi considerado conspiração. Este blogue é parte do inadiável processo de novas escolhas na minha permanente ressonante infinita faxina espiritual. Nosso mundo é o que supomos conhecer, bendita Internet. Perceber e compreender faxinando os programas de jogos de memórias escravagistas que estão milenarmente sabotando a sanidade de nossas existências é a nossa única saída... Nada, religião alguma, lei alguma substituirá a consciente responsabilidade (100%) dos julgamentos, escolhas e decisões de cada um de nós. Ninguém virá nos salvar da escravidão... Só podemos escolher entre o medo catabólico e a gratidão anabólica ao afeto incondicional. Onde há amor não há perdão. A verdadeira maravilhosa revolução é intrapessoal, urgente e intransferível. Nós somos os deuses amorosos pelos quais temos esperado. Somos almas. Mantenhamo-nos na vibração da fé no afeto incondicional, todos os espíritos corações e mentes estamos interconectados na Teia Cósmica.
"O SISTEMA" É PSICOPÁTICO, ALIENÍGENA, INUMANO, MISÓGINO, PEDÓFILO, ANTROPOFAGICAMENTE CORRUPTO E ESCRAVISTA POR NATUREZA. SÃO "DIABÓLICOS". TODAS AS UTOPIAS HUMANITÁRIAS SÃO CONCESSÕES TÁTICAS DENTRO DA MILENAR ESTRATÉGIA ESCRAVAGISTA.
http://www.artmajeur.com/aldoluiz/
Em tempo; amanajé ré significa mensageiro amigo em tupi guarani.

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terça-feira, 27 de dezembro de 2016

Do tempo em que computador era uma dor insuportável


Mais de quinze anos vivenciados dentro de uma "mídia nobre” juntamente com a TV, o radio e o cinema, assinando as capas como Aldo Luiz sem a plena consciência de que estava fazendo História. Eu estava lá com meus jovens Eus felizes e ainda não sabia. Escolhera viver meus sonhos sem perder a ternura jamais.

Uma “limpeza” particular e absolutamente necessária do tempo em que computador era uma dor insuportável.


Decepcionado deixo a Escola Nacional de Belas Artes. Eram os difíceis 1964/69, "eles" vivem de golpes. Nada é por acaso. Vibrando apenas o meu desejo de trabalhar em paz com as artes gráficas, uma novidade em meu currículo escolar, e, sem abandonar a pintura, sou surpreendentemente convidado à realização do meu desejo. Ainda na E.B.A. fizera um cartaz (para o Banco Nacional de Investimentos do Magalhães Pinto) que visto em uma vitrine pelo André Midani (gerente geral da Phonogram depois Polygram, hoje Universal) mudaria minha vida. E durante a década de 70 até meados dos anos 80 trabalharia para a indústria do disco como artista gráfico, capista e diretor de arte.

Uma aventura estelar! Era o bom e velho long-play com as capas e contracapas impressas em dois quadrados de 31,1 x 31,1 cm. Aos olhos do público dos CDs e Dvds atuais, não havia ainda o bendito computador, as capas de disco eram “outdoors".

Sempre me surpreende neste momento olhando e limpando essas memórias o compreender quanto somos manipulados pelos verdadeiros donos das mídias em proveito de seus milenares interesses particulares raramente confessos e muito menos publicados. 

O fascínio do contato com o mundo “fashion” das “estrelas” e super "stars" da música em seus bastidores de fracassos e sucessos me assaltavam o coração e o espírito emocionado enchendo-me o dividido ego entre o profissional colaborador e o fã admirador.

Quando ao final do primeiro ano fui ao cargo de diretor de arte um susto e tanto foram meus primeiros contatos com verbas, planilhas, “budgets”, custos, gastos, concorrências e cifrões enevoando as criações artísticas. “Agora você é um patron menin!” disse o André. Estava eu às voltas “novamente” com estas memórias para mim muito complicadas de lidar com o bendito dinheiro. E essa faxina continua "sinto muito, me perdoe, te amo, sou grato".

Agora aparecia uma complicação bem maior fazer arte e pensar em verbas, custos, lucro, perdas, ganhos, pagamentos, fornecedores, prazos, agendas, telefones, cobranças e uma montanha de outras tarefas burocráticas em papeis jamais falados em aulas na Escola de Belas Artes. Aliás, em qualquer escola no Brasil e principalmente as de arte.

Todos nós discutimos economia, política e finanças enquanto acossados por essa hipnótica força do sistema que nos mantém acuados contra as mais reles necessidades restauradas de crise em crise sempre muito bem arquitetadas. 

O dinheiro é a energia vital, sem ele não podemos fazer circular nossas criações, nossas manifestações divinas e perfeitas nas humanas produções sejam elas quais forem. Artista não pensa muito nessas coisas materiais, é a cigarra cantando enquanto a formiga trabalha. “O dinheiro não trás felicidade”, “Mais vale um gosto que seis vinténs”, “Dinheiro não é tudo”, “Mais fácil um camelo passar pelo buraco da agulha do que um rico entrar no reino do céu”. E por aí vai... 

De modo geral se paga muito bem a alguns artistas, "aos deuses", em quase todas as artes. Não é a toa que alguns recebem o título de “rei” ou “rainha” disso ou daquilo. Há sempre uma propaganda atualizada desses novos milionários. A maioria dos artistas jovens em todas as áreas profissionais das mídias mundo afora responde bem ao processo de inflamação do ego em programas de idolatria e acirrada competição entre todos pela fama e a riqueza. É milenar esta tática.

Aos honestos contestadores, e aos que podendo desvelam a verdadeira artimanha da mídia, está reservado o ridículo, o fracasso, o ostracismo, a pobreza, as infindáveis leis, ou o pior. Deixa-se escapar um ou outro de talento incontestável para reforçar a velha ideia de que as exceções confirmam a regra. É o bem aplicado truque do dualismo. Daí minha conclusão de que todas as utopias humanitárias são táticas dentro da milenar estratégia escravista. 

Sinto muito, me perdoe, te amo, sou grato! A ideia deste especial "merecimento” vendida diuturnamente ao público é posta cinicamente nas mãos da divindade que premia ou castiga aos mortais e aos “imortais”. Então a porta para o sucesso se abre ou se fecha. 

A casa do divino não tem porta. Aqueles que controlam o fluxo do dinheiro interferem no fluxo de energia vital. Eles sabem que a abundância do Universo é inesgotável, e, cônscios desta afirmação sabem que abrindo ou fechando as torneiras do bendito dinheiro podem dominar o mundo ao seu gosto submetendo-o às zonas de escassez ou abundancia.

Mas, para que isso aconteça é importante que os humanos não saibam que isso está acontecendo, e, só é possível enquanto e justamente porque não sabemos isso. Enquanto esta consciencia não acontece contrata-se a mídia global para não deixar que isso aconteça.

Para se ter uma vaga ideia desse dado, ao final de um semestre (os anos 70) foram remetidos para a Holanda seiscentos milhões de dólares do lucro líquido na venda dos discos. Publicaram a informação pela primeira e última vez e nunca esqueci essa fortuna... Limpemos este programa ancestral de memórias de escassez sempre compartilhado com todos; “sinto muito, me perdoe, te amo, sou grato!”

Mas de onde vem, e como, este dinheiro de todas essas fortunas? 

Do mundo sedutor das escravizantes irrealidades e fantasias. É o dinheiro das massas inconscientes que lotam os circos com ou sem pão no setor de “serviços” de fazer sonhar como Alices no país das maravilhas ou Lucys no céus de diamantes. Escapismos hipnóticos anestesiando memórias quase sempre doloridas pela escassez de todos os bens materiais mais elementares, alem dos bens do amor e do afeto principalmente.

É deste hipnótico setor áudio-visual o farto dinheiro do esquizofrênico entretenimento onde de tudo muito, e ao qual a arte, de corpo e alma, boa ou má, presta serviço em favor da consumista materialização na estupidificação das massas para imposição de fins inconfessos.

Tristeza não tem fim, felicidade sim. E como dá dinheiro isso! É a grande ilusão do perene carnaval onde a gente trabalha o ano inteiro por uns momentos de sonhos pra fazer as fantasias de reis ou de piratas ou jardineiras onde tudo nunca se acaba na quarta-feira. 

Limpemos continuamente este programa ancestral das memórias de ilusões sempre compartilhadas com todos; sinto muito, me perdoe, te amo, sou grato!

Dedico este artístico parangolé em gratidão aos mestres César Villela, Mello Menezes, e aos colaboradores arte finalistas, ao saudoso revisor Geraldo Avelar, aos muitos excelentes fotógrafos e aos parceiros capistas Lincon Tosta Nogueira, Nilo de Paula, Pedro Hélio Lobianco, Rogério Duarte, Elifaz Andreato e a todos os Artistas sem os quais eu não teria qualquer importância.

Feliz ano novo!
Somos os heróis quando estamos conscientes de nossa divina finalidade neste planeta. 
SINTO MUITO, ME PERDOE, TE AMO, SOU GRATO.
Inté!

Um comentário:

Bruno disse...

Ola Aldo, que coincidência, também me formei em design gráfico. Interessante saber um pouco mais sobre seus outros "eus", e fico feliz em saber que vc foi um "rei" desta área, tão difícil de se conseguir um espaço.

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