O QUE NÃO SABEMOS NÃO EXISTE.
"Quando Creonte lhe diz “tu és a única, em Tebas, a defender tais opiniões”, Antígona responde com grande lucidez:
"-TODOS OS QUE ME OUVEM OUSARIAM CONCORDAR COMIGO SE O MEDO NÃO LHES FECHASSE A BOCA."
Pensar sempre foi considerado conspiração. Este blogue é parte do inadiável processo de novas escolhas na minha permanente ressonante infinita faxina espiritual. Nosso mundo é o que supomos conhecer, bendita Internet. Perceber e compreender faxinando os programas de jogos de memórias escravagistas que estão milenarmente sabotando a sanidade de nossas existências é a nossa única saída... Nada, religião alguma, lei alguma substituirá a consciente responsabilidade (100%) dos julgamentos, escolhas e decisões de cada um de nós. Ninguém virá nos salvar da escravidão... Só podemos escolher entre o medo catabólico e a gratidão anabólica ao afeto incondicional. Onde há amor não há perdão. A verdadeira maravilhosa revolução é intrapessoal, urgente e intransferível. Nós somos os deuses amorosos pelos quais temos esperado. Somos almas. Mantenhamo-nos na vibração da fé no afeto incondicional, todos os espíritos corações e mentes estamos interconectados na Teia Cósmica.
"O SISTEMA" É PSICOPÁTICO, ALIENÍGENA, INUMANO, PEDÓFILO, ANTROPOFAGICAMENTE CORRUPTO E ESCRAVISTA POR NATUREZA. SÃO "DIABÓLICOS". TODAS AS UTOPIAS HUMANITÁRIAS SÃO CONCESSÕES TÁTICAS DENTRO DA MILENAR ESTRATÉGIA ESCRAVAGISTA.
http://www.artmajeur.com/aldoluiz/
Em tempo; amanajé ré significa mensageiro amigo em tupi guarani.

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segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

Washington altera o documento da US Air Force sobre o acordo militar com a Colômbia a fim de dissimular as suas intenções



por Eva Golinger [*]

Numa grosseira tentativa de dissimular as suas intenções de belicistas na América do Sul, um documento da Força Aérea dos Estados Unidos entregue ao Congresso desse país em Maio de 2009, que provocou profundas preocupações na América Latina, foi alterado à última hora pelo governo estado-unidense e publicado novamente em 16 de Novembro de 2009. O documento oficial da Força Aérea dos EUA, denunciado por mim no passado dia 4 de Novembro , explicava as razões de um pedido de 46 milhões de dólares para melhorar as instalações numa das sete bases militares ocupadas por Washington sob o acordo militar assinado entre a Colômbia e os Estados Unidos no passado 30 de Outubro.

O documento original da Força Aérea de Maio de 2009 destacava a importância da base militar de Palanquero para realizar operações militares de "espectro amplo" a nível continental e falava sobre a necessidade de investir 46 milhões de dólares para recondicionar a pista de aterragem, rampas e várias outras instalações da base, tornando-a um Local de Segurança Cooperativa (Cooperative Security Location, CSL) dos EUA.

Documento original de Maio de 2009:


"Estabelecer um CSL em Palanquero adequa-se melhor à Postura Estratégica no Teatro de operações do Comando Combatente (Command Combatant, COCOM) e demonstra o nosso empenho nesta relação. O desenvolvimento deste CSL cria uma oportunidade única para lançar operações militares de todo o tipo numa sub-região crítica do nosso hemisfério, onde a segurança e a estabilidade estão sob ameaça constante de movimentos insurgentes financiados pelo narcotráfico, de governos anti-EUA, de pobreza endémica e de desastres naturais recorrentes."

No documento enviado em 16 de Novembro ao Congresso dos EUA, intitulado de "Adenda para reflectir os termos do acordo de cooperação de defesa entre os EUA e a Colômbia assinado em 30 de Outubro de 2009", a linguagem original foi completamente alterada. Agora, o documento não faz qualquer menção ao estabelecimento de um Local de Segurança Cooperativa (CSL) em Palanquero, embora mantenha igual o mesmo projecto multimilionário para construi-lo, reduzindo a solicitação – já aprovada pelo Congresso – para apenas 43 milhões de dólares. Simplesmente foi alterado a linguagem que provocou a reacção de toda a América Latina, eliminando as referencias às operações de "espectro amplo" na América do Sul – não apenas na Colômbia – de maneira a combater as "ameaças constantes" de "governos anti-EUA" na região.
Documento modificado de 16 de Novembro de 2009:


"Este projecto em Palanquero adequa-se melhor ao apoio da Postura Estratégica no Teatro de operações do Comando Combatente (Command Combatant, COCOM) e demonstra o nosso empenho nesta relação [com a Colômbia]. O desenvolvimento deste projecto nos dá uma oportunidade única para apoiar um parceiro importante na região do hemisfério ocidental, onde a segurança e a estabilidade estão sob ameaça constante de insurgentes terroristas financiados pelo narcotráfico, de pobreza endémica e de desastres naturais recorrentes."

O documento original da Força Aérea dos EUA identificava Palanquero como a localização perfeita para implementar a "missão de mobilidade" global "porque garante o acesso a todo o continente sul-americano com a excepção do Cabo Hornos". No documento alterado de 16 de Novembro, toda a linguagem e as referências sobre a estratégia de mobilidade global do Pentágono foram eliminados. Contudo, esta estratégia é a política militar oficial do Departamento de Defesa, evidenciada num documento chamado "Livro Branco: Estratégia Global em curso do Comando de Mobilidade Aérea dos EUA" ( White Book: Global Enroute Strategy of the US Air Mobility Command ), também incluído na justificativa para a solicitação do Orçamento para 2010 do Pentágono.

Por fim, o documento da Força Aérea de 16 de Novembro elimina a linguagem original sobre as operações de Inteligência, Espionagem e Reconhecimento que realizaram a partir da base de Palanquero. Também foram alteradas todas as referências a operações de "alcance global", "teatros de segurança" e de aumento da capacidade das Forças Armadas dos EUA realizarem uma "guerra de forma expedita" na região.
Documento original de Maio de 2009:


"O desenvolvimento deste CSL vai aprofundar a parceria estratégica forjada entre os EUA e a Colômbia e é do interesse das duas nações (...) Presença que também alargará a nossa capacidade de desencadear operações de recolha de informação, vigilância e reconhecimento (Intelligence, Surveillance and Reconnaissance, ISR), melhorar o alcance global, suprir necessidades logísticas, melhorar parcerias, melhorar a cooperação de segurança em teatros de operações e expandir a capacidade de operações expedicionárias".

Documento alterado de Novembro de 2009:

"O acesso à Colômbia aprofundará sua relação estratégica com os Estados Unidos. Palanquero é sem dúvida o local mais adequado para investir em infra-estruturas na Colômbia. Sua localização central está dentro do alcance a zonas de operações contra os narcoterroristas; sua pista de aterragem e instalações existentes reduzirá os custos de construção; sua localização isolada maximiza a Segurança Operacional (Operational Security, OPSEC) e Protecção da Força ajudando a minimizar o perfil da presença militar dos EUA. A intenção é rentabilizar a infra-estrutura existente ao máximo possível, melhorar a capacidade dos EUA de responder rapidamente a uma crise e assegurar acesso e presença militar a custo mínimo. As áreas de táxi, rampas e estacionamento são deficientes e, na sua actual configuração, limitam seriamente a capacidade operativa do local. Além disso, as instalações de apoio e de operação necessitam de ser ampliadas para poder receber uma ampla quantidade e aviões possibilite que as actividades de mútuo acordo possam realizar-se".


Apesar das modificações ao documento da Força Aérea dos EUA, realizadas mais de seis meses depois da entrega do documento original ao Congresso, as intenções por detrás do acordo militar dos EUA e Colômbia continuam a ser as mesmas. Não existe evidência nenhuma sobre as alterações da estratégia de mobilidade global do Pentágono – que é uma política de estado e está incluída na Estratégia de Postura de Defesa Global. A base aérea em Palanquero foi referida várias vezes em diferentes documentos oficiais do Pentágono como sendo a localização perfeita – a "oportunidade única" – para garantir o acesso ao continente na América do Sul e facilitar as operações militares de "espectro amplo" na América Latina.

Washington pode tentar dissimular sua linguagem sobre as suas intenções de guerra, espionagem e de operações militares na América Latina, mas não poderá dissimular a verdade. O documento original de Maio de 2009 da Força Aérea dos EUA continua sendo a justificação principal para o acordo militar entre EUA e Colômbia.

22/Novembro/2009
[*] Promotora federal de Nova York, vive em Caracas desde 2005. Autora de "The Chávez Code: Cracking US Intervention in Venezuela",   "Bush vs. Chávez: Washington's War on Venezuela",   "The Empire's Web: Encyclopedia of Interventionism and Subversion";   "La Mirada del Imperio sobre el 4F: Los Documentos Desclasificados de Washington sobre la rebelión militar del 4 de febrero de 1992"  

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

2 comentários:

  1. Boa noite

    Dissimular, eis a palavra bem aplicada a tentativa americana de com suas bases querer de verdade se impor pela força e coação na América do Sul.

    Um abraço

    ResponderExcluir
  2. Querem, a New World Order escravagista, o mundo todo, sua terra prometida conforme a cartilha sionista que professam.
    Dias nada auspiciosos se aproximam rapidamente...

    ResponderExcluir

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