O QUE NÃO SABEMOS NÃO EXISTE.
"Quando Creonte lhe diz “tu és a única, em Tebas, a defender tais opiniões”, Antígona responde com grande lucidez:
"-TODOS OS QUE ME OUVEM OUSARIAM CONCORDAR COMIGO SE O MEDO NÃO LHES FECHASSE A BOCA."
Pensar sempre foi considerado conspiração. Este blogue é parte do inadiável processo de novas escolhas na minha permanente ressonante infinita faxina espiritual. Nosso mundo é o que supomos conhecer, bendita Internet. Perceber e compreender faxinando os programas de jogos de memórias escravagistas que estão milenarmente sabotando a sanidade de nossas existências é a nossa única saída... Nada, religião alguma, lei alguma substituirá a consciente responsabilidade (100%) dos julgamentos, escolhas e decisões de cada um de nós. Ninguém virá nos salvar da escravidão... Só podemos escolher entre o medo catabólico e a gratidão anabólica ao afeto incondicional. Onde há amor não há perdão. A verdadeira maravilhosa revolução é intrapessoal, urgente e intransferível. Nós somos os deuses amorosos pelos quais temos esperado. Somos almas. Mantenhamo-nos na vibração da fé no afeto incondicional, todos os espíritos corações e mentes estamos interconectados na Teia Cósmica.
"O SISTEMA" É PSICOPÁTICO, ALIENÍGENA, INUMANO, PEDÓFILO, ANTROPOFAGICAMENTE CORRUPTO E ESCRAVISTA POR NATUREZA. SÃO "DIABÓLICOS". TODAS AS UTOPIAS HUMANITÁRIAS SÃO CONCESSÕES TÁTICAS DENTRO DA MILENAR ESTRATÉGIA ESCRAVAGISTA.
http://www.artmajeur.com/aldoluiz/
Em tempo; amanajé ré significa mensageiro amigo em tupi guarani.

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quinta-feira, 8 de outubro de 2009

Tambores de guerra contra o Iran


O jogo da mentira: Tambores de guerra contra o Irão
– Como estamos a ser preparados para outra guerra de agressão
por John Pilger

Cerco. Em 2001, o Observer publicou uma série de reportagens que afirmavam uma "conexão iraquiana" à al-Qaeda, chegando a descrever a base no Iraque onde se verificava o treino de terroristas e uma instalação onde estava a ser fabricado antrax como arma de destruição maciça. Era tudo falso. Fornecidas pela inteligência estado-unidense e por exilados iraquianos, as estórias plantadas nos media britânicos e estado-unidenses ajudaram George Bush e Tony Blair a lançar uma invasão ilegal que provocou, segundo o estudo mais recente, 1,3 milhão de mortos.

Algo semelhante está a acontecer agora relativamente ao Irão: a mesma sincopação das "revelações" do governo e dos media, a mesma fabricação de uma sentido de crise. "Aproxima-se o confronto com o Irão sobre instalação nuclear secreta", declarou o Guardian a 26 de Setembro. "Confronto" é o tema. Exactamente agora. O tic-tac do relógio. O bom versus o mau. Acrescente um suave novo presidente dos EUA que "cobrou os anos Bush". Um reflexo imediato é a infame primeira página do Guardian de 22 de Maio de 2007: "Plano secreto do Irão para ofensiva de Verão para expulsar os EUA do Iraque". Com base em afirmações não confirmadas do Pentágono, o redactor Simon Tisdall apresentou como facto um "plano" iraniano para iniciar a guerra, e derrotar, contra as forças dos EUA no Iraque em Setembro daquele ano – uma falsidade demonstrável pela qual não houve retracção.

O jargão oficial para esta espécie de propaganda é "psy-ops", a expressão militar para operações psicológicas. No Pentágono e em Whitehal, tornou-se um componente crítico de uma campanha diplomática e militar para bloquear, isolar e enfraquecer o Irão através da agitação da sua "ameaça nuclear": uma frase agora utilizada incessantemente por Barack Obama e Gordon Brown, e palrada pela BBC e outras estações como notícia objectiva. E é falsa.

A ameaça é unilateral

Em 16 de Setembro a Newsweek revelou que as principais agências de inteligência dos EUA havia relatado à Casa Branca que o "status nuclear" do Irão não havia mudado desde a National Intelligence Estimate de Novembro de 2007, a qual declarava com "alta confiança" que o Irão havia parado o programa em 2003 que alegavam ter desenvolvido. A Agência Internacional de Energia Atómica havia apoiado isto, reiteradamente.

A propaganda actual deriva do anúncio de Obama de que os EUA está a sucatear mísseis estacionados na fronteira da Rússia. Isto serve para encobrir o facto de que o número de sítios de mísseis dos EUA está realmente a expandir-se na Europa e que os mísseis "redundantes" estão a ser reinstalados em navios. O jogo é tranquilizar a Rússia para que se junte, ou não obstrua, a campanha dos EUA contra o Irão. "O presidente Bush estava certo", disse Obama, "de que o programa de mísseis balísticos do Irão apresenta uma ameaça significativa [para a Europa e os EUA]". Que o Irão contemplasse um ataque suicida aos EUA é ridículo. A ameaça, como sempre, é unilateral, com a super-potência do mundo virtualmente assente nas fronteiras do Irão.

O crime do Irão é a sua independência. Tendo expulso o tirano favorito da América, o xá Reza Pahlevi, o Irão continua o único estado muçulmano rico em recursos fora do controle estado-unidense. Como apenas Israel tem um "direito a existir" no Médio Oriente, o objectivo dos EUA é incapacitar a República Islâmica. Isto permitirá a Israel dividir e dominar o Médio Oriente em nome de Washington, sem ser detido por um vizinho. Se qualquer país no mundo apresenta um motivo urgente para desenvolver uma "dissuasão" nuclear, este é o Irão.

Como um dos signatários originais do Tratado de Não Proliferação Nuclear, o Irão tem sido um advogado coerente de uma zona livre do nuclear no Médio Oriente. Em contraste, Israel nunca concordou com uma inspecção da AIEA e a sua fábrica de armas nucleares em Dimona é um segredo aberto. Armado com até 200 ogivas nucleares activas, Israel "deplora" resoluções da ONU a apelar que assine o TNP, assim como deplorou recente relatório da ONU a acusá-lo por crimes contra a humanidade em Gaza, assim como mantém um recorde mundial por violações do direito internacional. Escapa disso porque a grande potência lhe garante imunidade.

Preparando para a guerra sem fim

O "confronto" de Obama com o Irão tem uma outra agenda. Em ambos os lados do Atlântico foi atribuída aos media a tarefa de preparar o público para a guerra sem fim. O comandante dos EUA/NATO, general Stanley McChrystal, diz que 500 mil tropas serão requeridas no Afeganistão ao longo de cinco anos, segundo a NBC da América. O objectivo é controlar o "prémio estratégico" dos campos de gás e petróleo do Mar Cáspio, da Ásia central, do Golfo e do Irão – por outras palavras, a Eurásia. Mas 69 por cento do publico britânico opõe-se à guerra, assim como 57 por cento do público dos EUA e quase todos os outros seres humanos. Convencer-nos de que o Irão é o novo demónio não será fácil. A afirmação espúria de McChrystal de que o Irão "está confirmadamente a treinar combatentes para certos grupos Taliban" é tão desesperado quanto o patético eco de Brown de "uma linha na areia".

Durante os anos Bush, segundo o grande denunciante Daniel Ellsberg, verificou-se um golpe militar nos Estados Unidos e o Pentágono está agora a ascender em todas as áreas da política externa americana. Uma medida do seu controle é o número de guerras de agressão a serem travadas simultaneamente e a adopção de uma doutrina de "primeiro ataque" que rebaixou o patamar nas armas nucleares, juntamente com desvanecimento da distinção entre armas nucleares e convencionais.

Tudo isto ridiculariza a retórica dos media de Obama acerca de "um mundo sem armas nucleares". De facto, ele é a mais importante aquisição do Pentágono. A sua aquiescência à exigência de manter o secretário da "defesa" de Bush e arqui-belicoso Robert Gates é única na história dos EUA. Ele provou o seu valor com o avanço de guerras desde o Sul da Ásia até o Corno da África. Tal como a América de Bush, a América de Obama é dirigida por algumas pessoas muito perigosas. Temos direito a sermos prevenidos. Quando é que aqueles pagos para relatar a verdade farão o seu trabalho?
O original encontra-se em www.newstatesman.com/international-politics/2009/10/iran-nuclear-pilger-obama

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

SINTO MUITO ME PERDOE TE AMO SOU GRATO!

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