O QUE NÃO SABEMOS NÃO EXISTE.
"Quando Creonte lhe diz “tu és a única, em Tebas, a defender tais opiniões”, Antígona responde com grande lucidez:
"-TODOS OS QUE ME OUVEM OUSARIAM CONCORDAR COMIGO SE O MEDO NÃO LHES FECHASSE A BOCA."
Pensar sempre foi considerado conspiração. Este blogue é parte do inadiável processo de novas escolhas na minha permanente ressonante infinita faxina espiritual. Nosso mundo é o que supomos conhecer, bendita Internet. Perceber e compreender faxinando os programas de jogos de memórias escravagistas que estão milenarmente sabotando a sanidade de nossas existências é a nossa única saída... Nada, religião alguma, lei alguma substituirá a consciente responsabilidade (100%) dos julgamentos, escolhas e decisões de cada um de nós. Ninguém virá nos salvar da escravidão... Só podemos escolher entre o medo catabólico e a gratidão anabólica ao afeto incondicional. Onde há amor não há perdão. A verdadeira maravilhosa revolução é intrapessoal, urgente e intransferível. Nós somos os deuses amorosos pelos quais temos esperado. Somos almas. Mantenhamo-nos na vibração da fé no afeto incondicional, todos os espíritos corações e mentes estamos interconectados na Teia Cósmica.
"O SISTEMA" É PSICOPÁTICO, ALIENÍGENA, INUMANO, PEDÓFILO, ANTROPOFAGICAMENTE CORRUPTO E ESCRAVISTA POR NATUREZA. SÃO "DIABÓLICOS". TODAS AS UTOPIAS HUMANITÁRIAS SÃO CONCESSÕES TÁTICAS DENTRO DA MILENAR ESTRATÉGIA ESCRAVAGISTA.
http://www.artmajeur.com/aldoluiz/
Em tempo; amanajé ré significa mensageiro amigo em tupi guarani.

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sexta-feira, 7 de agosto de 2009

SETE PUNHAIS NO CORAÇÃO DA AMÉRICA



"Leio e releio dados e artigos elaborados por pessoas inteligentes, conhecidas ou pouco conhecidas, que escrevem em diversos meios e colhem informações de fontes inquestionáveis.

Os povos que habitam este planeta, em toda parte, correm riscos econômicos, ambientais e bélicos, derivados da política dos Estados Unidos, mas em nenhuma outra região da Terra se vêem ameaçados por tão graves problemas como seus vizinhos, os povos localizados neste continente ao Sul deste país hegemônico.

A presença de um império tão poderoso, que em todos os continentes e oceanos dispõe de bases militares, porta-aviões e submarinos nucleares, navios de guerra modernos e aviões de combate sofisticados, centenas de milhares de soldados, cujo Governo reclama para si uma impunidade absoluta, constitui a mais importante dor de cabeça de qualquer outro governo, seja esquerda, centro ou direita, aliado ou não dos Estados Unidos.

O problema, para os que somos seus vizinhos, não é que se fale ali outro idioma ou seja uma nação diferente. Há norte-americanos de todas as cores e de todas as origens. São pessoas iguais a nós e capazes de qualquer sentimento, num sentido ou noutro. O dramático é o sistema que ali se desenvolveu e se impôs a todos. Tal sistema não é novo quanto ao uso da força e os métodos de dominação que prevaleceram ao longo da história. O novo é a época que vivemos. Abordar o assunto a partir de pontos de vista tradicionais é um erro e não ajuda a ninguém. Ler e conhecer o que pensam o que pensam os defensores do sistema revela muito, porque significa estar consciente de um sistema que se apóia no constante apelo ao egoísmo e aos instintos mais primários das pessoas.

A não existir convicção no valor da existência e na sua capacidade de prevalecer sobre os instintos, não se poderia expressar sequer a esperança de mudança em qualquer período da brevíssima históriado homem. Tampouco poderiam-se compreender os terríveis obstáculos que se levantam para os diferentes líderes políticos nas nações latino ou ibero-americanas do hemisfério. Afinal, os povos que viviam nesta área do planeta, há dezenas de milhares de anos, até o famoso “descobrimento da América”, não tinham nada de latinos, de ibéricos ou de europeus, seus traços eram mais parecidos aos asiáticos, de onde vieram seus antepassados. Hoje, os vemos nos rostos dos índígenas do México, América Central, Venezuela, Colômbia, Equador, Brasil, Peru, Bolívia, Paraguai e Chile – onde os araucanos escreveram páginas inesquecíveis da história. Em determinadas regiões do Canadá e no Alasca, conservam-se suas raízes índias com toda a pureza possível. Mas no território principal dos Estados Unidos, quase toda a antiga população foi exterminada pelos conquistadores brancos.

Como todos sabem, milhões de africanos foram arrancados de suas terras para trabalhar como escravos neste hemisfério. Em algumas nações, como o Haiti e grande parte das ilhas do Caribe, seus descendentes constituem a maioria da população. Noutros países, formam amplos setores dela. Nos Estados Unidos, os descendentes de africanos são milhões de cidadãos que, em regra, são os mais pobres e discriminados.

Ao longo dos séculos, os EUA reclamaram direitos privilegiados em nosso continente. Nos anos de Martí (NT: herói nacional cubano, que viveu na segunda metade do século 19), trataram de impor uma moeda única, baseada no ouro, o metal cujo valor havia sido o mais constante ao longo da história. Nele, em geral, baseava-se o comércio internacional. Hoje, nem isso. Desde os anos Nixon, o comércio mundial fundamentou-se no papel-moeda impresso nos Estados Unidos: o dólar, uma moeda cerca de 27 vezes menos valiosa que no início dos anos 70, uma das tantas formas de dominar e “levar no bico” o resto do mundo. Hoje, entretanto, outras moedas estão substituindo o dólar no comércio internacional e nas reservas monetárias das nações.

Se, por um lado, as divisas do império se desvalorizam, em compensação suas reservas de forças militares crescem. A ciência e a tecnologia mais moderna, monopolizada pela superpotência, derivaram, em grau considerável, do desenvolvimento da capacidade bélica. Atualmente, não se fala mais em milhares de mísseis nucleares, do poder destrutivo de armas convencionais; fala-se de aviões sem pilotos, tripulados por autômatos. Não é uma simples fantasia. Já estão sendo usadas algumas armas assim no Afeganistão e em outros pontos. Informes recente assinalam que, num futuro relativamente próximo, muito antes que a calota polar antártico se derreta, o império, com seus 2.500 aviões de guerra, pretende dispor de 1.100 aviões de combate F-35 e F-22, em suas versões de caça e bombardeiro de 5a. Geração. Para ter-se uma idéia deste potencial, basta dizer que os que existem na Base de Soto Cano,em Honduras, para treinamento de pilotos deste país, são F-5 (NT-os mesmos que equipam hoje a FAB) e os que forneceram a Venezuela (antes de Chávez), ao Chile e outros países eram pequenas esquadrilhas de F-16.

Mais importante ainda: o império planeja que, em 30 anos, todos os aviões de combate dos Estados Unidos – desde os caças até os bombardeiros pesados e aviões-tanque – serão tripulados por robôs.

Este poderio militar não é uma necessidade do mundo; é uma necessidade do sistema econômico que o império impõe ao mundo.

Qualquer um pode compreender que, se robôs podem substituir os pilotos de combate, também podem substituir os operários em muitas fábricas. Os acordos de livre comércio que o império trata de impor aos países do Hemisfério Sul implicam que seus trabalhadores terão de competir com a tecnologia avançada e os robôs da industria ianque.

Robôs não fazem greves, são obedientes e disciplinados. Temos visto na TV que são capazes de colher maçãs e outras frutas delicadas. Para onde irão nossos empregos? Qual é o futuro que o capitalismo sem fronteiras, na sua fase avançada de desenvolvimento, deixa aos cidadãos?

Diante destas realidade,s, os governantes de países da Unasul e do Mercosul, Grupo do Rio e outros não podem deixar de analisar a justíssima pergunta venezuelana. Que sentido têm as bases militares e navais que os Estados Unidos querem estabelecer ao redor da Venezuela e no coração da América do Sul? Lembro que, faz vários anos, quando entre Venezuela e Colômbia, duas nações irmanadas pela geografia e pela história, as relações ficaram perigosamente tensas, Cuba promoveu discretamente importantes passos de paz entre ambos os países. Nunca os cubanos estimularemos a guerra entre países irmãos. A experiência histórica, os objetivos manifestos proclamados e aplicados pelos Estados Unidos e a fragilidade das acusações á Venezuelade fornecer armas às Farc, associadas às negociações com o propósito de conceder sete pontos de seu território para uso aéreo e naval das Forças Armadas dos Estados Unidos, tudo isso obriga, inevitavelmente, a investir em armas recursos que poderiam ser aplicados na economia, nos programas sociais e na cooperação com outros países vizinhos com menos desenvolvimento e menos recursos.

A Venezuela não se arma contra o povo-irmão da Colômbia, arma-se contra o imperio, que já tentou destruir a revolução e hoje pretende instalar suas armas sofisticadas próximo à fronteira venezuelana.

Seria um grave erro pensar, porém, que a ameaça é só contra a Venezuela; dirige-se a todos os países do Sul do continente. Ninguém pode ocultar isto e vários deles já o declararam.

As gerações presentes e futuras julgarão seus líderes pela conduta que adotem neste momento. Não se trata apenas dos Estados Unidos, mas dos Estados Unidos e do sistema. Que oferecem e o que procuram?

Oferecem a Alca (Tratado Latinoamericano de Livre Comércio). Quer dizer, a ruína antecipada de nossos países, o livre trânsito de bens e de capital, mas não o livre trãnsito de pessoas. Experimentam agora o temor de que a sociedade opulenta e consumista eja inundada por índios, negros e mulatos ou brancos sem emprego em seus próprios países. Devolvem os que cometem delitos ou estão sobrando. Muitas vezes os matam antes de cruzarem a fronteira ou os retornam como gado quando não precisam deles. Doze milhões de imigrantes latinos e caribenhos são ilegais nos Estados Unidos.

Uma nova economia surgiu em nossos países, especialmente os menores e mais pobres: a das remessas. Quando há crise, é esta que golpeia, sobretudo, aos imigrantes e suas famílias. Pais e filhos são separados, às vezes para sempre. Se o imigrante está em idade militar, dão-lhe a possibilidade de alistar-se para combater a milhares de quilômetros dali, “em nome da liberdade e da democracia”. Se não morrerem e voltarem, concedem-lhes o direito de serem cidadãos dos Estados Unidos. Como estão bem treinados, lhes oferecem a possibilidade de serem contratados, mas não como soldados eficientes, mas civis “soldados” de empresas privadas que prestam serviços nas guerras imperiais de conquista.

Existem outros perigos gravíssimos. Constantemente chegam notícias e mexicanos e pessoas de outros países que morrem tentando atravessas a atual fronteira entre o México e os Estados Unidos. A cota de vítimas a cada ano supera de longe a totalidade dos que perderam a vida nos quase 28 anos de existência do famoso Muro de Berlim.

O mais incrível, porém, é que só circula no mundo a notícia de uma guera que custa milhares de vidas por ano. Mas já morreram, em 2009, mais mexicanos que os soldados norte-americanos que perderam a vida na guerra de Bush contra o Iraque, em sua administração.

A guerra no México foi declarada por causa do maior mercado de drogas que existe no mundo: o dos Estados Unidos. Mas dentro dos Estados Unidos não existe uma guerra entre a polícia e as forças armadas lutando contra os narcotraficantes. A guerra foi exportada para o México e a América Central, mas especialmente para o país asteca, mais próximo aos Estados Unidos. As imagens divulgadas pela televisão, os cadáveres amontoados e as notícias que chegam de pessoas assassinadas nas pr´prias salas de cirurgia onde tentavam salvar-lhes as vidas são horríveis. Nenhuma destas imagens procede de território norte-americano.

Esta onda de violência e sangue se estende, em maior ou menor grau, por todos os países da América do Sul. De onde vêm o dinheiro senão do infinito manancial que emerge do mercado de consumo norte-americano? E, dali, o consumo também se expandiu para os demais países da região, causando mais males diretos ou indiretos que a Aids, o impaludismo e outras doenças juntos.

Os planos imperiais de dominação são precedidos de enormes somas de dinheiro destinadas às tarefas de mentir e desinformar a opinião pública. Para isso, contam com a total cumplicidade das oligarquias, da burguesia, da intelectualidade de direita e dos meios de comunicação de massa.

São espacialistas em divulgar erros e contradições dos políticos.

O destino da humanidade não deve ficar nas mãos de robôs convertidos em pessoas ou e pessoas convertidas em robôs.

Em 2010, o governo dos Estados Unidos empregará US$ 2,2 bilhões – através do Departamento de Estado e da Usaid – para promover suas políticas, 12% mais que os recebidos no último ano do governo Bush. Destes, quase US$ 450 milhões serão destinados a demonstrar que a tirania imposta ao mundo significa democracia e respeito aos direitos humanos.

Apelam constantemente ao instinto e ao egoísmo dos seres humanos; desprezam o valor da educação e da consciência. É evidente a resistência demonstrada pelo povo cubano ao longo dos 50 anos da revolução. Resistir é uma arma a que jamais os povos podem renunciar: os porto-riquenhos conseguiram parar as manobras militarem em Vieques, colocando-se na área de tiro.

A Venezuela, pátria de Bolívar, é o que mais os preocupa, por seu papel histórico nas lutas pela independência dos povos da América. Os cubanos que prestam serviços ali, como especialistas em saúde, educadores, professores de educação física e esporte, em informática, técnicos agrícolas e outras áreas, devem fazer tudo pelo cumprimento dos seus deveres internacionalistas, para demonstrar que os povos podem resistir e serem portadores dos princípios mais sagrados da sociedade humana.
Do contrário, o o império destruirá a civilização e a própria espécie humana.

Fidel Castro
http://www.horadopovo.com.br/ModelosNovaEdicao/P6/pag6f.htm

















FIDEL, VOCÊ NUNCA NOS MENTIU...

SINTO MUITO ME PERDOE
TE AMO SOU GRATO!

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